Conheça os três padrões de TV digital

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Embora o país tenha optado por adotar um sistema nacional - o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) - no ano de 2003, as discussões para definir qual modelo internacional, o norte-americano (ATSC), o europeu (DVB) e o japonês (ISDB), servirá de referência se prolongam até hoje.

O foco principal do padrão europeu é a multiplicidade de canais, enquanto o norte-americano prioriza a alta-definição. Já o japonês possui o sistema de transmissão para dispositivos móveis mais similar ao desejado pelo governo brasileiro.

Cada padrão foi desenvolvido por um consórcio de empresas, cujas siglas respectivas são DVB, ATSC e ISDB. Saiba mais sobre as particularidades de cada um deles:

Norte-americano
ATSC (Advanced Television Systems Committee): adotado nos Estados Unidos, Canadá, México e Coréia do Sul, produz imagens no formato 16:9 (wide screen) e com até 1920×1080 pixels - seis vezes mais que o padrão analógico que sucedeu, o NTSC. Permite transmitir até seis canais virtuais em definição padrão e oferece qualidade de som similar à dos home theaters, por meio do sistema Dolby Digital, que utiliza seis canais de áudio. O consórcio existe desde 1982, mas o padrão só entrou em funcionamento comercial nos Estados Unidos em 1998. È considerado o mais robusto, ideal para transmissão em alta-definição, mas é o menos desenvolvido no quesito mobilidade.

Europeu
DVB (Digital Video Broadcasting): adotado comercialmente em 1998, pelo Reino Unido, o padrão também foi abraçado por Índia, Austrália e Nova Zelândia. O consórcio responsável pela sua definição reúne mais de 270 empresas. Possui padrões para transmissão terrestre (DVB-T), por cabo (DVB-C) e satélite (DVB-S). É conhecido por ser mais versátil, facilitando a transmissão de múltiplos canais virtuais na mesma freqüência. Opera na freqüência de 8 MHz, fator que o deixa em desvantagem em relação ao japonês e ao americano, que operam em 6 MHz, mesmo espectro usado no Brasil para a TV aberta.

Japonês
ISDB (Integrated Service Digital Broadcasting): vem sendo desenvolvido desde a década de 70, mas só entrou em operação em 2003, na região de Tóquio, no Japão. É considerado o mais apto para atender os padrões de mobilidade exigidos pelo governo para a TV digital brasileira e, por isso, é o preferido do ministro das Comunicações Hélio Costa.

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